BILLBOARD - 06/08/03
AEROSMITH, KISS 4 DE AGOSTO 2003 WANTAGH, NY
(...) A maior parte dos fãs do Kiss estão perdidos para explicar por quê a banda está abrindo para o Aerosmith. Claro, esse último é sem dúvidas o mais importante, e certamente mais talentoso musicalmente. Mesmo assim, por mais despropositada que sua música seja hoje, o Kiss faz o que é sem dúvidas uma das experiências mais excitantes que os fãs do rock já viram.
E então o Aerosmith obviamente teve muito o que conquistar entrando depois do Kiss, e a banda claramente se esforçou a fazer isso como um tipo de batalha magnífica.
Brilhando para fora do backstage, os permanentemente titãs do rock começaram com uma versão dissoante do seu antigo clássico "Let The Music Do The Talkin'", claramente uma jogada com a rotina de publicidade pesada do Kiss. Estranho o suficiente, eles usaram alguns efeitos especiais extras elaborados durante sua música seguinte, outro número antigo espalhafatoso, "Mama Kin".
Apesar de claramente decididos, Steven Tyler e Joe Perry pareceram um pouco frios no começo. Mas, ao final da quarta faixa, "Rag Doll", a banda conquistou Jones Beach e, francamente, foi rapidamente apagando a lembrança do Kiss. Perry estava completamente preciso, Tyler estava louco como sempre e o resto da banda, firme como uma rocha.
Embora involuntariamente, o Kiss terminou seu set se sentindo cansada e exausta. Enquanto o show do Kiss é essencialmente cheio das mesmas músicas, diálogos com a participação da platéia ("Nós amamos vocês, gente", etc) e acrobacia, o do Aerosmith pareceu engenhoso e original, graças a uma mudança de cenário no meio do show e a uma incusão em seu álbum influenciado no blues, previsto para ser lançado no começo do ano que vem.
Mas a banda algumas armas a seu favor que o Kiss não teve. Essa turnê envolve um palco rotativo para reduzir o tempo entre os shows. Embora isso aparentemente não tenha reduzido muito o tempo entre as duas bandas, o Aerosmith fez um bom uso do palco giratório durante sua performance.
Quando a banda entrou primeiramente no palco, ele estava a frente de várias pilhas de amplificadores, e Kramer estava atrás de um cenário de bateria razoavelmente grande. Depois de 4 ou 5 músicas, Tyler astutamente foi para a esquerda do palco e começou a formidável, aspirante a country, "What It Takes" enquantoo palco girava para revelar um minúsculo cenário de bateria nem mesmo amparado por uma plataforma, e apenas alguns amplificadores.
Uma meia-dúzia ou mais de neons de aparência clássica noticiavam a banda, bares de garotas, clubes noturnos e salões de coquetéis para magnificamente preparar o clima para as músicas de blues, as quais incluiram uma cover de Aretha Franklin e a agora convenientemente tradicional "Baby, Please Don`t Go", popularizada pelo tema de Van Morrison.
Assim como na última turnê do Aerosmith, uma passarela ia até a metade da platéia, estendendo-se até aproximadamente 20 fileiras adentro. Isso ajudou a banda a se relacionar com o público lotado melhor do que o Kiss, e foi aí que Tyler e Perry passaram boa parte do set. De cara, Perry se arremessou para fazer seu solo de guitarra em "Let The Music Do The Talking", o que ajudou a banda com a decolagem para um começo cheio de adrenalina.
E também foi aí que o baixista Tom Hamilton, com um sopro de água calmamente contra ele, começou a introdução inconfundível de "Sweet Emotion", outro ponto alto.
Com a mais desconhecida "Nobody's Fault", do álbum de 1976 "Rocks", a peça fundamental "Walk This Way", a balada poderosa dos anos 90 "Cryin'" e uma pegada excitante na recente "Pink", a banda mais do que provou que tem seu lugar próprio no encabeçamento da chamada co-encabeçada turnê.
Aqui está o setlist do Aerosmith:
"Let the Music Do the Talkin'"
"Mama Kin"
"Love in an Elevator"
"Rag Doll"
"Pink"
"Nobody's Fault"
"What It Takes"
"Shame"
"I Never Loved"
"Baby Please Don't Go"
"Dream On"
"Cryin'"
"Back in the Saddle"
"Walk This Way"
"Sweet Emotion"
"Dude Looks Like a Lady"
Resenha publicada no website Billboard.com no dia 6 de Agosto de 2003.












