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NEW YORK DAILY NEWS - 06/08/03

NA PRAIA A PROVA FINAL

Kiss e Aerosmith têm muito em comum, portanto unir essas duas lendas no palco faz sentido.


Ambas são produto da cena do hard-rock gritado e melódico do começo dos anos 70. Ambas tiveram uma enorme influência no lado mais espalhafatoso do rock, têm legiões de fãs devotados e estão sentados em pilhas de dinheiro para provar isso.


Mas quando a turnê "Rocksimus Maximus" chegou a Jones Beach segunda à noite, pareceu estranho o fato do Kiss entrar primeiro.


Quando se trata de um espetáculo extravagante, como você pode superar um set do Kiss? Há maquiagem teatral, cuspição de fogo, trajes de guerreiros xogum, sangue falso...e a língua de jibóia de Gene Simmons.


Adicione alegremente hinos tolos como "Detroit Rock City", "Shout It Loud" a "Rock'n'Roll All Nite"- com o ex-administrador de turnês Tommy Thayer corajosamente substituindo o ausente Ace Frehley - e você tem uma fórmula que qualquer um levaria um tempo árduo para unir.


Mas combine isso com o que o Aerosmith fez, depois de um intervalo entre os sets de quase uma hora. Fugindo das poderosas baladas, Steven Tyler, Joe Perry e companhia escolheram preciosidades antigas como "Nobody's Fault", "Mama Kin" e "Back in the Saddle", junto com seleções formidáveis de seu futuro ábum de covers de blues, "Honkin' On Bobo", em um set de 16 músicas.


O Kiss pode ser um júbilo de ser assistido e ouvido, mas no fim das contas isso é um ato nostálgico. O Aerosmith, entretanto, é uma banda de rock'n'roll ativa, viva, animada. O que explica a ordem de entrada.

Resenha feita por Mac Randall e publicada no jornal americano New York Daily News de 6 de Agosto de 2003.