THE COLUMBUS DISPATCH - 06/09/2006
OS VETERANOS DO AEROSMITH E MOTLEY CRUE SE ESBALDAM NO EXCESSO DE ROCKSTARS
De acordo com suas performances e presenças ontem à noite no Germain Amphitheater, o baterista de 43 anos do Motley Crue e o guitarrista de 55 do Aerosmith são agora os astros de suas respectivas bandas.
Na noite de abertura da turnê de hard rock "Route of All Evil", que vai passar por 33 cidade, Lee - um homem sem camisa e cheio de tatuagens no comando por meio de um ponto eletrônico - e Perry - de camisa aberta e com o modo "deus da guitarra" ligado, no palco e na passarela de 20 metros na parte inferior do local - geraram muitos pontos altos durante os 150 minutos de hits.
Cada banda (as duas estavam voltando de férias prolongadas da estrada) tocou por cerca de 75 minutos, sem nenhuma inédita. O Aerosmith arrasou, apresentando preciosidades dos anos 70 (Sweet Emotion, Draw The Line, Mama Kin, Walk This Way, Dream On) e sua leva pós-drogas e bebida/apropriada para MTV (Rag Doll, Cryin', F.I.N.E.).
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Quanto a Steven Tyler, ainda o rosto principal do Aerosmith, sua voz esteve forte durante toda a noite, apesar do fato de que hoje em dia suas calças poderiam ter algumas pregas. Com 58 anos, mesmo depois do problema na garganta que tirou a banda de sua turnê em Fevereiro, estava de volta à velha forma, dando seus gritos mortais, tocando um pouco de gaita e, em geral, cantando com a voz alta e projetada.
Mesmo assim, foi Perry, encarnando Jimmy Page, Keith Richards e Peter Green (literalmente quando cantou e tocou Stop Messin' Around, do Fleetwood Mac), entre múltiplas trocas de figurino e instrumentos, que atraiu mais a atenção.
O guitarrista, ao dedicar Stop Messin' Around para o baixista Tom Hamilton, que está se recuperando de um tratamento de câncer na garganta, correu a noite toda pelo palco destacado com um casual show de luzes. Perry estava em todos os lugares, o cabelo cacheado na altura dos ombros voando com o vento, sua cabeça no paraíso e os olhos fechados durante a maior parte de um solo com sua Les Paul.
Durante Sweet Emotion, ele fez até um solo de teremim. Isso que é diversão, um teremim manipulado por um cara sem camisa de calças de couro no meio do palco, um cara nascido em 1950? Diversão da melhor qualidade para uma terça-feira.
Resenha feita por Aaron Beck e publicada no website do jornal americano The Columbus Dispatch no dia 6 de Setembro de 2006.



















